A importância dos dados para a tomada de decisão no seu escritório de advocacia
- Mariana Gonçalves

- há 5 dias
- 8 min de leitura

Durante muito tempo, a advocacia cresceu baseada em duas coisas: indicação e feeling.
O advogado olhava para a agenda, sentia se “o mês foi bom ou ruim”, avaliava o fluxo de ligações e acreditava que isso era suficiente para decidir se continuava investindo em um canal, contratando mais alguém para o time ou mudando a estratégia de atendimento.
Na prática, isso significa uma coisa: decisões importantes sendo tomadas no escuro.
Em um mercado cada vez mais competitivo, essa lógica não se sustenta mais. Escritórios que querem crescer de forma consistente precisam dar um passo além da intuição e passar a gerir a advocacia como um negócio, e isso inclui tomar decisões orientadas por dados.
Neste artigo, vamos aprofundar:
Por que dados são tão importantes para a advocacia moderna
Quais números um escritório deveria acompanhar no dia a dia
Como transformar informação em estratégia real
E como um CRM jurídico, como o clieent®️ CRM, facilita tudo isso na prática
Por que a advocacia ainda decide tanto “no achismo”?
Antes de falar de dados, precisamos entender o cenário.
Grande parte dos escritórios ainda:
Não registra todos os leads que chegam (telefone, WhatsApp, redes sociais, site, indicações);
Não tem um histórico claro do funil comercial (quantos atendimentos viraram propostas e quantas propostas viraram contratos);
Não sabe exatamente quanto investe em marketing nem qual canal traz os melhores clientes;
Não acompanha indicadores de produtividade da equipe de atendimento.
Isso gera uma série de decisões baseadas em percepção:
“Instagram não funciona para mim.”
“Tráfego pago é caro.”
“Meu problema é falta de leads.”
“O time de atendimento está sobrecarregado.”
Quando vamos para os dados, muitas vezes a realidade é outra:
O problema não é falta de leads, mas sim baixa conversão dos que já chegam;
O Instagram traz poucos leads, mas muito qualificados;
Quem está caro não é o tráfego, e sim o custo de oportunidade de não acompanhar as oportunidades corretamente;
O time não está sobrecarregado, está desorganizado.
Ou seja: sem dados, a narrativa que o escritório cria sobre si mesmo pode estar completamente distorcida.
O que são “dados” na gestão de um escritório de advocacia?
Quando falamos em dados, muitos advogados pensam logo em algo complexo, técnico ou distante da realidade do dia a dia.
Mas, na prática, dados na advocacia são informações objetivas sobre:
Volume de oportunidades: quantos leads chegam por mês?
Origem dos leads: de onde essas oportunidades vêm (indicação, Instagram, Google, site, WhatsApp, campanhas específicas)?
Qualidade dos leads: quantos desses contatos realmente têm perfil e interesse?
Taxa de conversão: quantos atendimentos viram propostas? quantas propostas viram contratos assinados?
Tempo de resposta: quanto tempo o escritório leva para responder um lead novo?
Motivos de perda: por que determinados leads não avançam (preço, demora, falta de retorno, concorrência, falta de fit)?
Ticket médio: qual é, em média, o valor dos honorários dos contratos fechados?
Desempenho por canal: qual canal traz leads que fecham com maior frequência e melhor ticket?
Performance da equipe: quantos contatos cada pessoa atende? Qual é a taxa de conversão por atendente?
Perceba: não estamos falando ainda de nada extremamente sofisticado.Estamos falando de enxergar, com clareza, o movimento comercial do escritório.
Sem isso, qualquer discussão sobre marketing, expansão ou contratação é, no máximo, um chute.
Como decisões baseadas em dados mudam a realidade do escritório
Tomar decisões guiadas por dados não é uma moda do mercado corporativo. Para o escritório de advocacia, isso significa impacto direto em três frentes: crescimento, previsibilidade e rentabilidade.
Crescimento com foco no que funciona
Quando você sabe, por exemplo, que:
o Google Ads traz menos leads, mas com alta taxa de fechamento e ticket médio maior;
o Instagram traz mais volume, porém com qualidade mediana;
indicações convertem muito, mas não são previsíveis;
Você passa a alocar seu orçamento com inteligência.
Em vez de “tentar de tudo um pouco”, você investe mais nos canais que provam, por dados, que trazem clientes bons e contratos valiosos.Isso acelera o crescimento sem necessariamente aumentar o risco.
Previsibilidade de receita
Com dados históricos, mês a mês, sobre:
quantos leads entram,
quantas propostas são enviadas,
quantos contratos são assinados,
o escritório consegue projetar cenários.
Exemplo: se você sabe que, em média:
a cada 100 leads, 30 recebem proposta;
a cada 30 propostas, 10 viram contrato;
então você entende exatamente de quantos leads precisa para atingir uma meta de novos contratos.
Essa previsibilidade muda a forma como o escritório se organiza:
metas deixam de ser “sonhos” e passam a ser projeções;
o marketing trabalha com alvo claro;
a equipe de atendimento entende a responsabilidade de cada etapa.
Rentabilidade e eficiência
Dados também expõem desperdícios:
canais que consomem verba e quase não convertem;
gargalos no atendimento (leads que ficam dias sem resposta);
perfis de clientes que dão muito trabalho e pouco retorno;
tempo excessivo gasto em tarefas manuais que poderiam ser automatizadas.
Ao enxergar isso, o escritório consegue:
cortar gastos improdutivos;
ajustar processos internos;
focar em casos mais estratégicos;
aumentar margem de lucro sem necessariamente aumentar o volume de trabalho.
Os principais indicadores que um escritório deveria acompanhar
Para tornar tudo mais concreto, vamos listar alguns indicadores-chave que qualquer advocacia, independentemente do porte, pode (e deveria) acompanhar.
Número de leads por período
Quantos novos contatos chegaram na semana/mês?
Como esse número se comporta ao longo do tempo (sobe, desce, oscila)?
Esse indicador mostra se o topo do seu funil está saudável.
Origem dos leads
De onde estão vindo esses leads?
Indicação
Instagram
Google (orgânico ou pago)
Site / formulário
WhatsApp direto
Outros canais
Aqui nasce a base para qualquer decisão de marketing. Você deixa de “achar” e passa a saber.
Taxa de conversão por etapa
Leads → Atendimentos
Atendimentos → Propostas enviadas
Propostas enviadas → Contratos assinados
Acompanhando essas taxas, é possível identificar onde está o gargalo:
Poucas propostas? Talvez o problema esteja na qualificação ou no atendimento inicial.
Muitas propostas e poucos contratos? Talvez o problema esteja na forma como as propostas são apresentadas ou no follow-up.
Taxa de conversão por canal
Não basta saber quantos leads cada canal traz. É preciso saber quantos clientes cada canal gera.
Exemplo simplificado:
Instagram: 200 leads / 10 contratos → taxa de conversão 5%
Google Ads: 50 leads / 10 contratos → taxa de conversão 20%
À primeira vista, o Instagram parece melhor pelo volume. Mas, em conversão, o Google Ads é muito mais eficiente.
Esse tipo de análise impede que o escritório aposte todas as fichas no canal errado.
Ticket médio por canal
Qual o valor médio dos honorários fechados em cada origem?
Muitas vezes, um canal traz menos clientes, mas com causas mais complexas e honorários mais altos. Para uma advocacia que busca se posicionar em nichos estratégicos, esse dado é ouro.
Tempo médio de resposta
Em quanto tempo, em média, o escritório responde um novo lead?
Em cenários de alta competitividade, a demora na resposta pode custar o cliente. Monitorar esse tempo e melhorar o padrão de atendimento tem impacto direto na conversão.
Motivos de perda
Registrar, mesmo que em categorias simples (preço, concorrência, demora, falta de retorno do cliente, sem perfil), ajuda a entender por que oportunidades estão sendo desperdiçadas.
Com isso, o escritório pode:
ajustar a comunicação de valor;
rever precificação;
melhorar processos;
refinar o perfil ideal de cliente.
Por que planilha não dá conta (e onde o CRM muda o jogo)
Uma objeção comum é: “Eu até tenho alguns desses dados em uma planilha.”
O problema não é a planilha em si, mas as limitações naturais desse formato quando falamos de gestão comercial recorrente:
dificuldade para atualizar em tempo real;
pouca ou nenhuma visão visual do funil;
relatórios limitados e trabalhosos de gerar;
nenhuma automação de tarefas (como registro automático de origem, follow-ups, lembretes etc.).
É aí que entra o papel de um CRM jurídico.
O CRM não é só um “lugar para guardar dados”; ele é a ponte entre a informação bruta e a tomada de decisão estratégica.

Como o clieent®️ CRM transforma dados em decisões estratégicas
O clieent®️ CRM foi criado especificamente para a realidade da advocacia, com foco na gestão comercial do escritório.
Na prática, isso significa que ele foi pensado para preencher exatamente as lacunas que comentamos até aqui.
Registro organizado de leads e oportunidades
Cada novo contato que chega é registrado como um lead, com:
dados básicos;
origem (Instagram, Google, indicação etc.);
responsável pelo atendimento;
etapa em que se encontra no funil (novo, em atendimento, proposta enviada, fechado, perdido…).
Assim, você enxerga todo o pipeline do escritório em uma única tela, como se estivesse vendo sua esteira de oportunidades em tempo real.
Rastreio de origem e desempenho por canal
Com o clieent®️ CRM, você consegue:
cadastrar e padronizar as origens dos leads;
gerar relatórios mostrando quantos leads vieram de cada canal;
ver quantos contratos foram fechados por origem;
acompanhar taxa de conversão por canal.
Isso transforma o marketing jurídico em algo mensurável: você não decide mais “no escuro”.
Acompanhamento de taxas de conversão e gargalos
O sistema permite visualizar:
quantos leads estão em cada etapa;
quais permanecem parados por muito tempo;
taxas de avanço entre uma fase e outra.
Com isso, fica claro:
se o problema está no atendimento inicial, na proposta, no follow-up ou em outro ponto específico;
quais membros do time têm melhor desempenho em conversão;
onde ajustes de processo trariam mais resultado.
Relatórios para tomada de decisão
Em vez de perder tempo consolidando planilhas, o escritório passa a ter relatórios prontos, com:
funil de vendas jurídico;
número de leads por período;
contratos fechados;
motivo de perda;
desempenho por canal;
ticket médio e outros indicadores relevantes.
Esses relatórios são a base para decisões como:
manter, aumentar ou cortar investimento em determinado canal;
contratar mais alguém para o atendimento;
criar novas rotinas de follow-up;
revisar propostas comerciais.
Rotina mais segura e previsível
Com os dados centralizados e acessíveis:
o sócio enxerga o cenário completo, sem depender de relatos soltos da equipe;
o time trabalha com clareza de prioridades e responsabilidades;
o escritório passa a ter previsibilidade de metas, resultados e receita.
A advocacia deixa de ser apenas “reação” e passa a ser gestão.
Como começar a tomar decisões baseadas em dados no seu escritório
Se, até aqui, você se identificou com um escritório que decide muito no feeling, o caminho de mudança pode ser dividido em alguns passos práticos:
Decida quais indicadores são essenciais para o seu momento Comece com o básico: leads, origem, taxa de conversão, contratos fechados, ticket médio.
Padronize o registro de informações Não basta anotar “mais ou menos”. Defina campos obrigatórios e treine o time para preencher sempre da mesma forma.
Centralize tudo em uma ferramenta adequada Um CRM jurídico, como o clieent®️ CRM, foi feito exatamente para isso: consolidar informações comerciais de forma organizada.
Crie uma rotina de análise Reserve um momento semanal ou quinzenal para olhar para os números: o que melhorou? O que piorou? Onde estão os gargalos?
Ajuste a estratégia a partir do que os dados mostram Corte o que não funciona, aumente o que traz resultado, teste hipóteses com base em fatos, não em impressões.
Conclusão: escritórios que decidem com dados saem na frente
No fim do dia, a questão não é se seu escritório “gosta” de número ou não. A questão é: quem toma decisões baseadas em dados tem mais chances de crescer com segurança, enquanto quem decide no achismo corre riscos que não enxerga.
Dados mostram onde você está hoje.
Estratégia define para onde você vai.
Tecnologia conecta as duas pontas de maneira eficiente.
O clieent®️ CRM existe justamente para simplificar esse processo para advogados que entenderam que advocacia é, também, gestão de negócios.
Se você quer deixar de “apagar incêndios” e começar a construir um escritório com crescimento previsível, está na hora de olhar para os seus números com seriedade — e ter uma ferramenta que trabalhe isso a seu favor.
Quer ver na prática como os dados podem transformar a tomada de decisão no seu escritório? Teste o clieent®️ CRM por 7 dias grátis e acompanhe, em tempo real, tudo o que está acontecendo no seu comercial.







Comentários